quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Poço Angélicas e Cachoeira da Purificação - BA

Esta trilha inicia-se na Vila do Bomba ( pequeno aglomerado de casas perto no Vale do Capão), após a travessia do rio.
A trilha é bem fácil e curta, leva cerca de 30 minutos até chegar ao poço Angélica, uma porção de água cercada de vegetação natural de um lado e pedras do outro, não cheguei a me banhar nele então não sei a profundidade, mas parece raso e tranquilo.

A trilha continua em direção à Cachoeira da Purificação, após uma caminhada de menos de cinco minutos deve-se cruzar o rio para seguir a trilha, então fique de olho para avistar a trilha do outro lado.

Do início da trilha até chegar à cachoeira leva-se cerca de 45 minutos a 1 hora, dependendo do seu ritmo, a trilha é marcada, mas como a vegetação é alta, preste bem atenção no caminho para não se confundir.
Chegando na cachoeira tem umas pequenas quedas d'água que criam um visual muito legal.
Subindo as pedras e voilá, Cachoeira da purificação. O visual é lindo, o  poço é cercado de pedras e vegetação, a queda da cachoeira parece vir de um buraco na pedra. Quando eu fui era tempo de seca na Chapada, então o fluxo de água caindo era pouco, o que não diminuiu em nada a sua beleza. 
A água é bem gelada, uma dica: prefira ir pela manhã porque como o poço é cercado de pedra, paredão e subida (continuidade da trilha) o sol somente incide no local quando está alto no céu, ou seja, por volta de 11 a 13 horas, e o sol ajuda muito quando você sai da água gelada tiritando. Olha a minha cara de quem não está com frio (risos).
Para quem queira, se continuar subindo trilha a cima tem o poço das fadas, poço dos duendes e mais algumas quedas d'água, entretanto eu não fui dessa vez, irei conhecer em breve.
Recomendo esta trilha devido a sua beleza, aliás como tudo na chapada. Tenha sempre atenção com você e suas coisas, tente causar o menor impacto possível no ambiente e boa trilha.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Parque Metropolitano de Pituaçu - BA

Considerado um dos raros parques ecológicos brasileiros situados em perímetro urbano, o Parque Metropolitano de Pituaçu ocupa 450 hectares. Está localizado em Salvador, no bairro de Pituaçu - próximo à orla.Um dos principais pontos da cidade, com remanescentes de Mata Atlântica com rica diversidade de fauna e flora, além de uma lagoa extensa e muito bonita. Além de oferecer espaços para a realização de eventos ao ar livre e prática de esportes como: pista de Cooper, píer com pedalinhos e playground, o parque dispõe de um centro comercial com bares, restaurantes, lanchonetes, sorveteria, quiosques de água de coco e acarajé,  feirinhas de artesanato, além de esculturas do acervo do artista Mário Cravo. No   há uma ciclovia com extensão de 15 km que  circunda todo o parque.
Entrada do parque
Vista da Lagoa
Pedalinhos
Vista da lagoa por Bruno Alexandría

Sobre a ciclovia - Com uma extensão de 15 Km, a ciclovia do Parque de Pituaçu circunscreve todo o Parque. A trilha é de barro duro, com direito a buracos, raízes, ladeiras, curvas fechadas e alguns quiosques que vendem água, suco, refrigerante e guloseimas.
Os quilômetros percorridos são sinalizados por placas fixadas de 500 em 500 metros. Policiada por carros da PM que passam de quando em quando e por uns guardas ambientais devidamente fardados ao longo de toda a ciclovia. Costuma ser bastante frequentada nos fins de semana o que viabiliza uma maior segurança aos ciclistas. A trilha é muito gostosa e tranquila, durante o percurso ha vistas incríveis da lagoa e da mata atlântica no local.

Vista lindíssima da lagoa por Bruno Alexandría ( fotografada do Km 12)

A lagoa, no centro do Parque, surgiu artificialmente em 1906, com a construção da barragem do Rio Pituaçu, que abastecia Salvador. A lagoa se assemelha a um trevo, tem quatro quilômetros de extensão e 200 mil metros quadrados de espelho d’água.
Foto tirada do muro da barragem, ao fundo o fim da lagoa e uma exuberante camada de vegetação aquática.

A barragem é nos quilômetros finais da trilha, logo após a barragem subindo uma ladeirinha tem a uma saída alternativa que vai dar em uma comunidade próxima, os guardas alertam para o perigo de assalto, pois como é muito mato e a saída (para além do parque) não é policiada corre-se o risco de assalto com fuga facilitada. Mas nessa entrada ha guardas do parque antes e depois dela, a recomendação é não se meter no mato, continuar a trilha numa boa. Uma boa dica é ir pedalar sempre em grupo, para garantir a segurança de todos e diminuir os riscos.
Atletas do fim de semana

Para quem não tem bike e já está se lamentando por não poder apreciar a trilha, desencana. O parque possui um posto de aluguel de bikes, R$ 8,00 sem marcha e R$10,00 com marcha. Esta é uma ótima opção de programa, barato, saudável e inspirador, porque o verde daquele lugar é maravilhoso. Opte por ir pedalar pela manhã por causa do sol fraco, leve água para se hidratar na trilha, protetor solar para se proteger e não esqueça, vá em grupo que é mais divertido.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Santuário dos Pajés - DF

Fica no cerrado brasiliense, não sei as coordenadas ao certo, sei que cheguei lá. Fomos recebidos pelo cacique Corubo e pelo pajé. Um dia de vivência, conversas, visita a uma parte das terras, foi uma situação interessante.
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Ao chegarmos fomos presenteado com a honra de entrar numa maloca onde se realizam os rituais de dança e saudações aos antepassados.
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Fomos apresentados a alguns integrantes da tribo, alguns homens e dois ou três meninos, segundo eles as mulheres e demais crianças estavam escondidos no meio do mato com medo de ataques, já que eles estavam recebendo ameaças de morte, devido a disputa da terra deles com as empreiteiras. Andamos muito para conhecer alguns locais.
Quando eles saem à noite para caçar e precisam dormir fora das malocas, ele dormem nas árvores. Segundo O cacique Corubo, esta simpática figura ai na foto, casa de índio é casa boa, não paga aluguel, nem luz, a natureza dá tudo e tudo eles aproveitam.
Andamos mais um pouco e chegamos até a "Pedra do índio guerreiro", a foto não saiu boa, mas ela de fato se parece com um rosto, tipo carranca,  eu não lembro bem o que Corubo falou mas parece que eh um lugar sagrado onde ele faz a dança do índio guerreiro.
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Caminhamos mais para ver a parte que já tinha sido invadida e pavimentada no meio do mato, as empreiteiras queriam construir algum tipo de condomínio ou algo assim. 
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O sol estava muito quente então retornamos a parte principal do santuário, onde eles tem um pequeno museu com algumas fotos e documentos.
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O filho mais velho do pajé
Cacique Corubo pousando para a foto
Cachimbos artesanais
Sinalização da entrada do santuário
Ritual de agradecimento e despedida
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Enfim, foi uma experiência enriquecedora, nesta postagem diferentemente das outras não há localizações exatas, ou direções, afinal este não é um local turístico e você só poderá entrar se for convidado. Leia mais sobre o santuário em: http://santuariodospajes.blogspot.com.br/ .






quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Canoa Quebrada - CE

Canoa Quebrada é uma praia localizada no litoral leste do Estado do Ceará, no nordeste do Brasil. A distância até Fortaleza é de 166 km. A sua paisagem é caracterizada por dunas e falésias avermelhadas de até trinta metros acima do nível do mar. O Aeroporto mais próximo "Aeroporto Internacional Pinto Martins" fica em Fortaleza a 175 km de Canoa Quebrada.
De Carro: O acesso é feito pelas rodovias BR-116 e BR-304. Pode-se seguir pela CE-040, passando pela cidade de Cascavel. Se você vem de Natal, a BR 406 dá na BR 304 antes de Mossoró.
De Ônibus:Só a Viação "São Benedito" sai desde a Rodoviária de Fortaleza direto para Canoa Quebrada. Como eu estava em Fortaleza com um grupo de amigos, fomos com ônibus próprio. O local é maravilhosamente lindo, ao chegarmos, demos de cara com restaurantes, lojinhas de souvenirs e um aglomerado de bugs que fazem os famosos passeios ecoturísticos. O bug tem espaço para até 4 pessoas e os valores variam de R$ 100 a R$ 150, incluindo um guia turístico (o próprio condutor) que lhe dá informações dos lugares onde vão passando. O primeiro ponto de parada do bug é no símbolo de Canoa Quebrada.
Parada para fotos, ouvir histórias e apreciar o marzão lindão. Além deste símbolo feito na terra, ao lado esquerdo há algumas esculturas e desenhos também feitos na terra e não só brancos, também coloridos, mas paga para entrar e fotografar lá.
A segunda parada do passeio é na duna conhecida como pôr do sol, la de cima a vista do local é incrível. Dá para ver o povoado próximo, a praia, a estação de energia eólica e a infinidade de areia.
Depois segue para a tirolesa, mas antes de chegar lá tem uma descida gigante na duna, emocionante, adrenalina pura e aquele friozinho na barriga.
Na tirolesa o valor que se paga para descer é R$5, tem um mecanismo chamado rala bunda em que você desce numa espécie de prancha presa a uma corda, a subida a pé é grátis, pelo teleférico é R$2.
Depois tirolesa mais um passeio pelas dunas, há um criatório de camarão e a vista é linda, simplesmente linda.
É muito impressionante mesmo, a criação do camarão é uma das atividades comerciais do pessoal do povoado ( creio ter sido o que disse Yuri, o nosso guia). Pose para a foto.
A próxima parada depois do criatório de camarão é o local conhecido como oásis, no caminho tem outra mega descida de uma duna alta ( maravilhoso também). O oásis é uma lagoa enorme e verde, cercada pela vegetação, há bastante coqueiros, um restaurante, umas esculturas de madeira, é um lugar muito aconchegante e convidativo, não queríamos sair de lá.
O passeio de bug pelas dunas dura em média 1 hora e meia, vale muito a pena porque a pé demoraria muito para conhecer e de carro próprio não sei se é possível, se o carro aguenta, sei lá. O importante é não deixar de conhecer esse local tão incrível. Com certeza é um dos locais que irei visitar sempre que puder. Sigam as dicas de sempre e boa viagem a todos.
Golfinho feito de um tronco de coqueiro, dentro do oásis.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Cachoeirão - BA

(Trilha feita por baixo)

Partindo da "escola" ou Camping de Dona Véa, a caminhada até o Cachoeirão leva cerca de uma hora e meia, duas horas, dependendo do seu ritmo. A trilha não é difícil, poucas subidas e descidas, somente a descida até o rio é bastante vertical e cansativa. Como a descida já está bem perto do rio o clima é bastante úmido e a presença de limo nas pedras é considerável, então cuidado onde pisa.
Depois da descida a caminhada continua pelo meio do rio, pulando de pedra em pedra. Em alguns trechos a trilha é bastante confusa e difícil, pelo meio do rio existem pedras enormes que impossibilitam a passagem, então a solução é ir pela beirada do rio, algumas partes tem trilhas marcadas, outras não. É só seguir em frente sempre, eu sinceramente pensei que estava perdida, mas no fim deu tudo certo, na dúvida olhe sempre para frente, o destino da trilha é o fim do vale, um cânion cercado de grandes árvores.
Vista de baixo das grandes pedras existentes pelo caminho.
Bom, a caminhada é um pouco cansativa, nem tanto pela distância e sim pela dificuldade da trilha, desce pedra, sobe pedra, salta, pula, se empendura. Mas o destino final compensa qualquer esforço.
No fim do vale está o Cachoeirão, que é a queda principal. Apesar do nome, não é uma queda d'água caudalosa, mas é extremamente linda. Devido à posição que ela se encontra, quando o sol está alto e incide sobre ela, os fios d'água ficam bem claros, quase brancos, parecem brilhar.
Existem outras quedas menores, fios d'água escorrem por vários lugares do cânion, mas nenhum é tão bonito quanto o Cachoeirão. Ele deságua nas pedras, a água escorre e forma um poço de águas escuras e muito gelada, porém muito convidativo.
No meio do poço existem pequenas pedras e uma pedra maior. Deitei nesta pedra e esqueci da vida, a intenção era ficar no Cachoeirão até as 13 ou 14 horas e retornar para prosseguir a travessia do vale, mas a beleza do lugar me absorveu de tal forma que fiquei ali o dia inteiro, boa parte dele deitada na pedra.
Fui conferir a queda do Cachoeirão bem de pertinho, a subida pelas pedras não é perigosa, só necessita muita atenção.
Passei um dia maravilhoso neste local, o silêncio, a paz, o isolamento traz uma sensação tão boa. Você olha os seus pés de bolhas e o estômago roncando, a cara descascando do sol. Nada disso importa diante da grandeza e da beleza deste lugar.
Para quem não curte muito a água gelada, a solução é banhar-se nas beiradas entres as pedras onde a cumula mais calor e a água é menos fria.
A volta se dá pelo mesmo caminho, se preferir deixe pequenas pilhas de pedras para marcar a trilha. Vale muito a pena conhecer este lugar. Não esqueça de levar protetor solar e comida. Tenha cuidado consigo, atenção onde pisa e boa trilha.