domingo, 23 de abril de 2017

Santiago - Chile

O Chile é um país maravilhoso por suas pecualiaridades históricas, culturais e, definitivamente, geográficas. É bastante extenso, porém bem estreito. Essa característica faz com que tenhamos o sul do país gelado, com muita neve e montanhas e na outra extremidade um deserto, quente, porém maravilhoso  e com muitas lindezas naturais. Mas hoje eu vou falar da capital, Santiago.
Eu tinha apenas três dias de folga do trabalho e me virei nos 30 para conseguir vôos com bons horários. Dito isto, o que dá para fazer em Santiago em 3 dias?
A cidade é muito grande e me lembrou um pouco São Paulo, capital. Existem passeios bem legais e bem tradicionais: a vinha Concha y Toro, Centro Cultural La Moneda, Cerro Santa Lucia, Cerro San Cristóbal, Patio Bella vista, Valle Nevado, Sky costanera e etc.


(Bairro Providencia)


Desde a capital se pode fazer um tour de um dia para as cidades de Viña del Mar e Valparaíso. Também há um povoado próximo, San José de Maipo, onde se pode ver o Cajón del Maipo, Embalse El Yeso que são lugares incríveis, ainda mais no inverno.


(Cordilheira dos Andes e embalse El Yeso vistos do avião)


E o que eu pude conhecer? Caminhei por alguns bairros da cidade, fiquei na casa de uma amiga no bairro Ñuñoa. Na Plaza Nuñoa teve uma festa a noite e pude ver algumas tendinhas com comidas diferentes, vinhos, queijos e uma apresentação de Cuenca, dança tipica chilena. Provei um sorvete feito com agua de chuva\neve.
Pontos turísticos que conheci:
O Cerro San Cristóbal que está no bairro Providencia, recomendo subir de teleférico, se pode ver a cidade do alto e a vista do Cerro de cima, sua vegetação e jardins, também é muito legal. Tem um zoológico lá, mas eu não gosto, então não fui. Se pode subir a pé, há muitas trilhas e jardins e no cume uma capela ao ar livre. A vista desde o cume é linda.

(Teleférico do Cerro)

Estava muito nublado por conta de poluição e chuva e, apesar de nas fotos que tenho não dar para ver quase nada, pude ver um pouco da cidade do alto.



O centro comercial Sky Costanera reúne muitas lojas de marcas conhecidas e as grandes lojas de departamento chilenas. As roupas e eletrônicos são bem baratas em comparação a Brasil e Argentina. No alto do edifício ha um mirante conhecido como o maior mirador da America Latina. Tem 300 metros de altura e uma vista em 360° da cidade.



Vale a pena? vale. A vista é linda e da pra ter uma noção de como a cidade e enorme, alem de ver a cordilheira bordeando a cidade. O preço é meio salgado, 10.000 pesos chilenos, ou seja, 50 reais, mas não me arrependi de ter pago, mesmo com o dia meio nublado gostei do que vi, recomendo ir ver o por do sol.

Andando pelo centro encontrei uma ex-aluna da UFBA, o mundo é um ovinho de codorna. Moro em Ushuaia, ela em Salvador e conseguimos nos encontrar em Santiago, nem sabia que ela estava viajando, foi coincidência mesmo. Passamos uma tarde agradável juntas e eu fiquei muito feliz.



Chorrillanas é algo que se tem que provar. Feito com batatas fritas, choriço, carne e ovos, é uma comida tipica chilena, nada que não se conheça no Brasil, mas eu adorei a combinação.
Tive o azar de pegar um dia de Censo (feriado irrevogável, tudo fechado) e dois dias de chuva. O rafiting que havíamos programado no rio Maipo não fizemos, não andei muito pelo centro, não fui na vinha Concha y Toro porque acordei de ressaca, não fui no Cerro Santa Lucia porque ficou tarde e tive medo de ir só, porem o pouco que vi gostei muito e já estou programando a volta para ficar mais dias e conhecer o que faltou.
Mas se não era para passear e turistar o que tu foi fazer la? Para finalizar este post, deixo fotos autoexplicativas. Esta já esta na lista das minhas melhores viagens.





(Patio Bella Vista)



sexta-feira, 24 de março de 2017

Glaciar Vicinguerra - Ushuaia - Ar



Fazia muito tempo que queria ir a este glaciar e finalmente encontrei companhia e tempo. A trilha é de dificuldade moderada e não pode ser feita no inverno, já que há algumas partes muito inclinadas que ficam tapadas de gelo e neve. Fomos no começo do outono e estava com uma paisagem espetacular. A minha câmera fotográfica não foi capaz de registrar a lindeza das cores e a quantidade de tonalidades que havia.


A trilha começa no Valle de Andorra. Para chegar lá pode-se tomar um táxi, remis ou algum dos transportes regulares que tem na cidade de Ushuaia. Em táxi fica em torno de $200 pesos a ida, transfer é $300 pesos ida e volta. Se estiver em grupo compensa ir de táxi pois dividido entre todos sai bem barato. O carro vai até o portão do final e a partir daí o caminho é a pé pelo turbal.
Mais ou menos vinte minutos pelo meio do vale e chegamos a uma ponte e o cartaz que indica o começo da trilha. Há um rio e uma paisagem muito linda. É permitido acampar às margens do rio Arroyo Grande, no meio do vale.


A trilha está quase sempre marcada nas árvores, é possível ir sem guia, porém, só o faça se você tiver acostumado com longas caminhadas e caminhos "difíceis" (lama, muita lama, neve, inclinações, pedras, etc.)

Estação: Outono
Tempo de duração: +/- 6 horas
Dificuldade: Moderada
Altura: 1300 a 740 msnm (frente)
Coordenadas: 54°43′23″S 68°20′02″O

Eu já esperava que fosse lindo, mas eu fiquei maravilhada além da expectativa. Não havia muito sol, logo as cores da laguna não estavam tão intensas, mas mesmo assim é realmente encantadora.


Eu estava ansiosa para ver as cavernas de gelo e já fui correndo para lá. A minha surpresa foi que dado o fim do verão, a entrada estava enorme e parecia muito maior que o normal. Não fiquei muito tempo dentro dela, embora essa era a vontade, pois na caverna havia uma temperatura agradável enquanto que do lado de fora o vento já começava a ficar mais forte e mais frio.


No lado esquerdo do glaciar é possível subir um pouco mais pelas pedras, e claro que eu fiz isso. Subimos até onde a inclinação permitiu e tivemos uma vista maravilhosa da laguna e do glaciar bem de pertinho.

Do lado direito era onde o gelo estava mais limpinho e azulado. Também, por estar mais protegido pelas pedras e o sol não chegar com facilidade, nesse lado as lagunitas estavam mais frias e com grandes blocos de gelo na água.


Eu tive uma das experiencias mais incríveis no frio até agora, ouvi um barulho diferente e quando olhei para a água a superfície estava se congelando com o vento. Foi incrível.


A volta é sempre mais rápida e tranquila. Levamos 3 horas para voltar (e quatro para ir), porém, vale ressaltar que estávamos com dois amigos cinquentões (animados e duros na queda, porém, nessa idade o corpo lhe dá muitos limites) e paramos milhares de vezes para descansar, tirar fotos, comer, etc. A trilha se for feita em um ritmo regular e constante pode ser feita em 5 horas, ou até menos.


No caminho após sair do bosque e antes de subir a inclinação final tem uma castoreira. Não vimos nenhum castor e, além disso, meus olhos estavam mesmo era vidrados nas cores da vegetação.


Gostei muito e já estou ansiosa para ir de novo na primeira nevada e ver tudo branquinho ao redor da laguna. Tentarei ir no começo do inverno enquanto o caminho tem pouca neve e não fica tão perigoso e congelado.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Cascada Velo de Novia – Ushuaia - Ar

Trekking super leve e paisagem super linda.

                                          
                                                                          (Verão 2017)

A trilha começa a partir do Refugio Yoppen Kawi às margens do rio Olivia. As opções para chegar até lá são: pegar um ônibus (linha A ou B) até a saída/entrada da cidade e daí caminhar cerca de 1h até a ponte para cruzar o rio Olívia, ou pedir carona na estrada depois da saída da cidade. Ou ainda ir de táxi ou contratar um transfer com empresas.

                                

A entrada está de frente a uma casinha/capela de algum santo católico na estrada, onde as pessoas param para tirar fotos. Há uma descida para carros do lado direito da ruta 3 (se você estiver caminhando no sentido oposto a Ushuaia), há que descê-la e logo haverá uma ponte de madeira para cruzar o rio e depois o Refugio Yoppen Kawi .


A distância entre o começo da trilha e a cachoeira é de cerca de 1 km (20 minutos) por um caminho empinado, porém fácil. No verão a terra fica bem seca e pode escorregar um pouco em áreas muito inclinadas. No inverno fica tudo coberto de neve, obviamente.


Na metade do caminho se tem uma ótima vista da cachoeira que se desdobra em muitas quedas até desaguar no Rio Olívia. Um pouco antes de chegar na descida para a cachoeira há umas cabanas de madeira, na qual eu suponho que se pode acampar, mas não estou segura dessa informação.

                                            

A cereja do bolo é a primeira queda d’água, na qual é possível passar por trás e tocar as águas tranquilamente. A água é muito gelada o ano todo e tem bom sabor. É um lugar muito lindo e que emite uma paz singular.

 (Verão 2017)








sábado, 21 de janeiro de 2017

Glaciar Le Martial - Ushuaia - Ar

Neve o ano todo e uma linda vista da cidade.

                              

O Glaciar Le Martial Está localizado no Monte Le Martial que fica a aproximadamente 7 km do centro da cidade de Ushuaia. É possível chegar caminhando pela montanha até a base (cerca de 2 horas) e mais 40 minutos da base até o corpo da montanha onde está o glaciar. É possível pegar um táxi ou remis (tipo táxi, só que com o preço tabelado e mais econômico) e economizar essas 2 horas de caminhada. Não paga-se nada para subir a montanha.
O caminho possui muita vegetação e água de desgelo, quase toda a cidade consome água proveniente deste glaciar. Devido a grande quantidade de árvores ao redor, no outono a paisagem fica maravilhosa e com um tom dourado/alaranjado.

                             
(Le Martial no outono)

No inverno tudo fica completamente branco de neve e é muito procurado para pratica de esportes como ski e snowboard. Na base da montanha funciona uma escola de ski de fundo, onde eles oferecem aulas de ski para iniciantes e onde se pode alugar equipamento para praticar na montanha. A única desvantagem é que a aerosilla (teleférico) não funciona há muito tempo e é preciso muita disposição para subir caminhando por quase 1 hora, descer esquiando e voltar a subir.

(Caminho ao glaciar no inverno)

 
(Metade do caminho inverno)

Uma das minhas atividades favoritas neste lugar, além de caminhar e apreciar a paisagem, é fazer culopatín, ou seja, me atirar na neve com um saco plástico ou com o carrinho adequado para isso. É possível fazer isso em qualquer época do ano.


(Inverno)

No verão há menos neve, mas ela sempre está lá. É preciso ir sempre muito aquecido pois há muito vento e faz frio o ano todo.

(Verão)

(Culopatín no verão)

Na base há um lugar chamado Casa de Té que vende bebidas, lanches, tortas e tem uma lojinha com coisas lindíssimas. Detalhe, preço extremamente “turístico”. Quase em frente a Casa de Té há um restaurante.

(Entrada da Casa de Té)

(Casa de Té no inverno)

Este é um dos locais mais visitados de Ushuaia, tanto pela pouca distancia, quanto pelo atrativo da neve mesmo no verão. Já fui muitas vezes e recomendo muito a visita.


domingo, 3 de julho de 2016

Laguna Esmeralda no Inverno - Ushuaia - Ar



Em Ushuaia, no inverno, o acesso a alguns locais fica difícil ou até mesmo impossível devido a grande quantidade de neve. O ideal se for se aventurar nesta época é ir com um guia local ou pelo menos ir bem equipado para evitar acidentes. A minha dica é: se você não conhece a trilha, se não tem costume de fazer trekking por sua conta ou se você não tem equipamentos de neve (grampones, bastão), não vá.



Como era a minha primeira vez "guiando" na neve, fui antes com um guia de uma agência para ver como estava o caminho. Fizemos a trilha pela manhã, usamos grampones e bastões e, na verdade, achei bem tranquilo. Pouca diferença em relação ao caminho no verão, quase sempre tem bastante lama.


(Laguna Esmeralda congelada, julho de 2016)

Na semana seguinte chegaria umas amigas do Brasil que, além de estarem pouco acostumadas a trilhas longas, nunca caminharam na neve, por isso tratei de ir alguns dias antes para ver como estava o caminho.



Algumas recomendações:

Sair pela manhã é uma ótima opção, pois, se neva a noite, pela manhã bem cedo o caminho estará pouco pisado e não escorregará tanto porque a neve está fofa e ainda não virou gelo.
Da segunda vez fomos todos sem grampone e ninguém escorregou, mas mesmo que o caminho pareça seguro, sempre tenha o dobro de atenção quando se trata de trekking na neve.
Cuidado com superfícies lisas demais no caminho, pode ser uma poça d'água congelada e você acabar com o sapato molhada, ai é game over porque sapato molhado e pé congelando é mal estar na certa.
Leve uma muda de meias e luvas. Mesmo que o seu sapato seja impermeável, às vezes o pé sua devido a diferença de temperatura e trocar a meia por uma sequinha é um alívio danado.

Andar sobre lagos congelados: não se arrisque se você não conhece o local, pode ser gelo fino, pode ser fundo, pode ser mil coisas. Tive coragem porque conheço a profundidade da lagoa aqui e sabemos que nesta época ela congela totalmente na superfície.

                                              (Laguna Esmeralda congelada, julho de 2016)


                                             (Laguna Esmeralda congelada, julho de 2016)

Comidas: Comer, a melhor coisa no frio. Leve chocolate quente, chás, mate, qualquer coisas que te dê um up para a hora da volta. Doces, pães, sanduíches, coisas pesadas mesmo. Frutas não vão matar a sua fome, no inverno parece que o frio suga sua energia. No fim da trilha você vai estar morto de fome e sonolento por conta do frio.

Fazer xixi no frio: (risos, risos) a minha única dica é seja rápida.

Definitivamente, vale a pena ir. A paisagem fica maravilhosa, o bosque nevado é uma lindeza só. Tomando as precauções necessárias, será mais uma aventura maravilhosa e inesquecível nessa joia natural chamada Patagônia.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Laguna Encantada - Ushuaia - Ar



A laguna encantada está localizada no Valle de Andorra, na cidade de Ushuaia. Para chegar lá pode-se tomar um táxi, remis ou algum dos transportes regulares que tem na cidade de Ushuaia. Em táxi fica em torno de $200 pesos a ida, transfer é $300 pesos ida e volta. Se estiver em grupo compensa ir de táxi pois dividido entre todos sai bem barato.
O carro vai até o portão do final da estrada de terra batida e a partir daí o caminho é a pé pelo turbal. É exatamente o mesmo caminho para ir ao Glaciar vicinguerra, os caminhos se separam na metade da subida, há uma plaquinha sinalizando os caminhos para o glaciar e para as lagunas.

                           
                                                   (Valle de Andorra, verão de 2016)

Segue algumas informacoes:


Tempo de duração: +/- 3 horas
Dificuldade: Moderada
Distancia: 7.5kms ida e volta
Estação: Verão

                           

Em algumas partes o caminho não estava marcado e havia muita lama. Neste caso a lama dificultou um pouco porque não mantinha as marcas de outros trilheiros que passaram por ali.
Em um momento desviamos muito do caminho e fomos parar no alto de uma montanha e trepamos nas árvores pra ver a saída. Agora consigo rir disso, mas na hora eu estava com fome e ansiosa para ver a laguna, fiquei nervosa. (risos)

                           

                           
     (O momento em que nos perdemos e desviamos demais o caminho, mas rendeu essa ótima vista)

Uma dica útil sobre lagoas provenientes de glaciares é que geralmente ela está no meio entre as montanhas que formam uma especie de tigela ou algo assim e acumula essa água que forma a lagoa.
O caminho depois da bifurcação que leva até a encantada é um pouco inclinado, como havia muita lama foi um desfaio e tanto, não pela dificuldade, mas pela vontade de não voltar muito suja para casa, o que não foi possível.




Apesar da lama e da turba úmida a laguna é bem lindinha, o panorama como um todo é lindo. Li em alguns sites que tem uma outra laguna alguns metros acima chamada Laguna Encantada superior. Ainda não pude ir ai mas, sem dúvida, está nos meus planos.



                                                                 (Laguna Encantada)

                          
                             (Arcada dentária de algum animal que encontramos no caminho)

(Ponte para cruzar o rio na parte inicial da trilha)